Capitalismo de acionistas
É o capitalismo à americana, que coloca o acionista (Shareholder) no centro da gestão. Consiste em colocar a maximização do valor para o acionista no centro da gestão, com o acionista participando direta ou indiretamente da administração.
O capitalismo de acionistas é a forma que surgiu com o aparecimento da sociedade anônima, formato empresarial voltado a captar capital em grande escala, combinada com capitalistas financeiros como bancos e investidores. Foi também nessa época que o proprietário da empresa e o executivo profissional (CEO) começaram a se separar. O proprietário é o investidor que aportou mais recursos, isto é, o acionista.
O cerne do capitalismo de acionistas é a maximização do valor para o acionista. Chega-se a dizer que é o único dever do administrador. Segundo Milton Friedman, acadêmico central do campo neoliberal, e seus colegas da Escola de Chicago, o administrador é o mandatário do investidor. Por isso tem o dever de não usar indevidamente os recursos do investidor e de empregá-los conforme ele deseja. E o que os investidores desejam é claro: ganhar muito dinheiro. Foi também a partir daí que a remuneração dos administradores passou a ser atrelada ao valor para o acionista.
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